Já pensei em ter vários blogues, todos eles com vários temas, mas cheguei a uma simples conclusão... Estariam sempre desactualizados e teria sempre dúvidas sobre em qual escrever, o que provocaria uma cada vez maior ausência deste espaço. Assim sendo, Procellarum ou Face Oculta, é tudo o mesmo... Sempre a mesma luz, sempre a mesma escuridão, sempre a mesma clarividência, sempre a mesma confusão. EU
sábado, 3 de outubro de 2009
Ai
Nem sei bem em que pense...
Se fervo, se relevo, se desculpo ou se esqueço...
Desculpar nasceu comigo...
Relevar depende das situações...
Esquecer... nunca... anoto mesmo que seja num canto meio obscuro do coração...
Fervo...
Falas demais Lua...
Escreves ainda mais...
Expoes-te, desproteges-te...
Colocas-te Nua, Lua
e ainda assim, por muito que te desmintas,
Esqueces-te...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Uma Viagem especial....
Triste pela falta, feliz por recordar-TE como tu quererias. Pensei e lembrei-me de milhares de coisas ao mesmo tempo, recordei bons e menos bons momentos. E a mil no cérebro e cada vez mais lenta marcha, aproveitei a viagem para estar um pouco mais perto de ti.
A lua espreitava-me pelo canto superior direito do pára-brisas enquanto a minha mente voava e o meu coração te vivia. E se por algum momento ela se escondia em alguma esquina da porta do meu carro, eu esticava-me para a reencontrar, parando por momentos qualquer pensamento fluido, como se a verificar se ainda ali estava. E estava, linda, num anoitecer meio avermelhado.
Lembrei-me do teu sorriso, das tuas saídas perfeitas, da tua atitude altiva mas sempre simpática, das tuas tiradas sarcásticas, do teu olhar de “se pensas que me enganas estás complemente enganada”, da sintonia dos nossos olhados cruzados, do teu sorriso tímido e corado daquelas poucas vezes em que algo (nunca alguém) te deixava atrapalhado.
Lembrei-me da tua missa de corpo presente e sim, podes ficar contente, até pensei em pensar nos últimos dois dias, aqueles… sabes? Mas a velocidade do meu pensamento não me deixou prender a qualquer um desses tristes pensamentos.
Pensei que ainda não tinha entrado naquela que foi a tua casa durante a tua infância e adolescência, mas rapidamente pensei que vou a Trás-os-Montes e que teria de começar a programar uma ida a Moçambique. Senti-me a impor-me um novo desafio, algo que não posso morrer sem cumprir e fiquei nem triste, nem contente, mas com um sentimento de quem acaba de tomar uma decisão definitiva.
Lembrei-me de algumas sensações que tive aquando da ausência por motivos de férias dos meus namoradinhos da juventude. Lembrei-me de ter sentido que já não me lembrava bem das suas caras, que as fotografias que tinha não mostravam bem aquilo que eu queria lembrar, que já não me lembrava bem das suas vozes e lembrei-me do medo que senti… “E se eu me esquecer, e se eu não me conseguir recordar”. Pensei nisso e sorri. É isto o amor maior, é esta a maior prova de amor por ti… Lembrar-me de todos as tuas expressões, da tua voz, do teu abraço, do teu olhar, da tua forma de andar, de todas as respostas que sei que darias em qualquer situação, relembrar-te como querias que eu te recordasse, como se nunca, nunca, tivesses saído daqui, como se hoje fosses comprar comigo o jantar, como se estivesses apenas ali, sentado no mapple, de mãos postas em ‘v’ com as pontas dos dedos encostadas aos lábios a olhar para mim a conversar encantado. Como se tivesses a preparar para me começar a ensinar uma valsa… Como se tivesses hoje aqui, mesmo ao pé de mim, ali no lugar do pendura a acompanhar-me, como se tivesse acabo de tirar a carta. Estás… e hoje deixei-me conduzir-me pelo caminho mais longo, fiz mais um desvio, andei para a frente e para trás, dupliquei a quilometragem de uma viagem normal de carro, para me sentir assim, mesmo com os olhos inundados, mas ao pé de ti. Tão perto…
Enquanto te sentia ouvia a última música (brilhante) do mais recente álbum dos Muse. Agora, enquanto escrevo oiço Freedom (de Braveheart) – a música que ouvia quando estavas doente -.
Agora escrevo-te na tentativa vã de prolongar este meu sentimento, mas com a consciência que um dia este texto que hoje escrevo me vai relembrar aquilo que a vida me tentará com as suas tropelias fazer esquecer… Um único e inesquecível momento.
Love U
domingo, 27 de setembro de 2009
Pulga
Peguei-a ao colo pela primeira vez, recém chegada da maternidade, tinha eu seis anos.
E ontem casou-se.
E ontem, pela primeira vez num casamento, deixei que umas gotas de água e cloreto de sódio, aparecessem timidamente no canto dos meus olhos, numa luta entre a emoção e a futilidade de borrar os olhos excepcionalmente maquilhados para a ocasião.
O tempo passa a correr e sem querermos, preocupados com o sujeito, o tempo, esquecemo-nos de fazer aquilo que nos faz viver. Ser e lutar para sermos Felizes.
À miúda e pirralha mais eléctrica, mais bem disposta, mais simpática e contagiante um grande:
Continua Assim, Feliz
P.S.:
Não me custou deitar às seis da madrugada e levantar às dez, para ir para o aeroporto.
Não me custou o frenesim antes e após fabuloso casamento.
Mas agora estou v-e-r-d-a-d-e-i-r-a-m-e-n-t-e afónica e de rastos.
No próximo fim-de-semana descanso (digo isto em todos, mas enfim...)
sábado, 19 de setembro de 2009
Aviões e túneis de luz
Habituamo-nos, sobrevivemos, mas não esquecemos.
Até é um presente... Apercebemo-nos da importância do que nos é querido, com o vazio que subitamente nos provoca... Como se fosse mais um teste, como se tratasse de um mero lembrete do nosso interno outlook de sentimentos e não de eventos.
Longe da vista, longe do coração... é um dos ditados populares que aprendi a refutar nos últimos anos e que assumi como errado desde o ano de 2008.
Aos viajantes que nunca me abandonam e que teimosamente, saudavelmente e apaixonadamente o meu coração guarda a sete chaves, um beijo pleno de saudades, como se nunca tivessem saído daqui.
Afinal é só mais uma semana ou o final da minha vida terrena que nos afasta do nosso reencontro. Passa a correr :)
Um amanhecer = Renascer
Um dia = Uma vida
Um anoitecer = Morrer
Graças a Deus o anoitecer não me deixa esquecer :)
Até já
terça-feira, 15 de setembro de 2009
I've had the time of my life
Recebi mensagens de amigas da adolescência tristes com a notícia.
Fiquei triste, enfim... mesmo já sabendo há quase um ano da sua doença...
Pensei que há pouco mais de uma semana disse para os meus botões que a paranoia que hoje tenho com um puto de nome Robert Pattinson era superior a qualquer fanatismo da minha vida (foram muito poucos e subtis, graças a Deus), até mesmo que o Patrick Swayze. E catapum... Morreu.
Cheguei ao escritório e comentei com uma colega de vinte e um anos a perda de mais uma pessoa marcante este ano. Resposta?
- Quem é o Patrick Swayze?
Estupefacta, respondi-lhe:
- Estás a ver o impacto que o Twillight tem para a tua geração? Estás a ver a doideira com o Robert Pattinson? O twillight desta geração está para o Dirty Dancing na minha.O Robert Pattinson desta geração está para o Patrick Swayze na minha...
Só que o Pattinson não dança como o Swayze, não tem o corpo do Swayze e o Swayze não era assim tão bonito. Mas ambos não deixavam as suas amadas a um canto (Nobody leaves baby on the Corner) e são encantadores, cada um à sua maneira, em cenários e épocas tão distintas. O Patrick Swayze marcou uma geração de adolescentes que viviam ainda na época das VHS que lamentavelmente começavam a ficar gastas de tanto visionamento. Foi ele que pelo seu trabalho no Dirty Dancing nos ensinou um pouco sobre a guerra nos EUA, com o seu protagonismo na série Norte e Sul.
Há tempos, em honra de doces memórias, comprei o DVD com extras e vi o filme pela enésima vez com supostos olhos de adulta, de mãe. Comecei por vê-lo com um sorriso trocista, comentando interiormente com a simplicidade, banalidade e qualidade do filme. Sim, não tem argumento que fique na história, é um enredo já tão batido... Mas poucos minutos de filme bastaram para que entrasse em toda a trama e me esquecesse das criticas destrutivas que fazem de nós os adultos chatos que somos e virei uma simples adolescente. E da mesma forma, ao terminar de ver o filme, repeti a última cena umas três vezes. Uma delicia...
Cantou "She's Like the Wind" mas teve sempre a sua namorada de sempre ao seu lado. Foi e é, a doce memória de tantas, mas tantas, hoje mulheres.
Espero que de onde está possa cantar "I've had the time of my life", porque a mim ajudou a preencher com ainda mais cores o arco-iris da minha adolescência.
Ao Patrick!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Um tributo memorável
Gravei o VMA 2009 da MTV para ver a preview de New Moon.
Mas o momento alto, o momento que me arrebatou, me deixou pregada ao sofá foi o arranque do Video Music Awards sob um pano preto, com uma cada vez mais bonita Madonna vestida de negro a falar de Michael Jackson.
Seis minutos de ternura, que nos fazem pensar e aplaudir de pé, mesmo que sós numa sala, como se tivessemos lá, rodeados de toda gente, a aplaudir todos juntos uma mulher que se ultrapassa a si própria num tributo a quem também ele é, inultrapassável.
sábado, 12 de setembro de 2009
A resposta
A vida, num corre corre
O tempo, curto...
A vontade, num canto...
O amor, algures...
Até este blogue está chato...
Quando me lembro tento descobrir o que se passou, quando aquela janela para um sonho me mostrou a minha filha com três anos e o meu pai ainda doente. Foi há dois anos e meio... e se me puser a ler dois anos e meio de posts para tentar encontrar alguma resposta, chego à mesma conclusão que chego agora. Ando a reviver ciclicamente momentos que se passaram há um, dois anos. Basta-me uma questão, para a qual interiormente sei a resposta e exteriormente me falta a coragem para a acção. O que ficou por fazer?
O que não fiz, abala tudo o que concretizei, questionando-me sobre tudo o que alcancei, baralhando-me na resposta para o "onde falhei".
A questão é que eu sei o quê, o onde...
A questão é que depende de mim...
A questão é que... tenho receio...
mesmo tendo a resposta Aqui
Sim
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Raio de Sol Luz Maior
Hoje, que estranhamente, ainda sei de cor
Hoje, algo estranho, inexplicável me acalmou
Me fez flutuar
Num minuto de paz
“De olhos bem abertos
percorro a paisagem
E guardo o que vejo
para sempre…
numa clara imagem
Um manto imenso de água
um pingo move o mundo
Corrente forte exacta
de um azul…
quase profundo
Um sopro de AR
faz girar
um mundo real
Raio de sol
luz maior
para partilhar
Um espelho nunca mente
fiel como ninguém
Faz da vida…
PAIXÃO
Energia
que toca sempre mais Alguém
Vai…
espelho de água
Trata e Guarda
o que é Nosso afinal…
Em NÓS…
vive a Arte
de ser PARTE
de um Mundo Melhor
Eu sei……
que os gestos BANAIS
parecem Pouco
mas talvez sejam fundamentais”
Letra e Música – Paulo Gonzo “Espelho de água”
terça-feira, 25 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Repenso
Deste sofá saltam molas que me ferem as costas
Os cantos ganham teias de aranha de aranhas que desconheço
Onde está a almofada companheira que me aconchega os sonhos?
Parece-me a mesma mas não me ajuda.
Sonho, quando durmo, que percorro casas que desconheço e sonho com janelas de coisas minhas de casas que reconheço mas estou sempre do lado de fora.
Repenso?
Tenho saudades do meu sorriso...
:S
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Afinal são Seis
Uma janela num sonho
que me chamou a atenção de relance
Logo depois...
Uma, duas ou mais fotografias
onde miraculosamente apareces
por trás de nós
Uma de frente apanhado desprevenido
Uma de esguelha de sorriso malandro
Ah! Ah! Apanhei-te!!!
Numa das janelas dos meus sonhos...
No meu sonho corri a mostrar as fotos à mãe!
- Vês?!? Acredita...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
auch!
quando a confiança começa a falhar
quando o medo teima e pressiste
mesmo com um sorriso no olhar
today é isso que sinto
Hoje defendo-me de lutar dolorosas guerras
today guerreio para conquistar um espaço para construir ameias
Hoje, ontem e amanhã,
Sempre... Balança...
Sempre... Lua...
Sempre...
Forbidden to remember, terrified to forget
Onde estás?
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Pescador sem linha
Sim, porque esse pescador não pesca, não sabe o que é pescar, nem mesmo sabe que pesca, nem como se faz para pescar. Sente que uma sereia lhe canta, lhe enche o mundo de palavras, de pensamentos altos meio tolos, de palavras impensadas, de películas fantásticas nunca imaginadas e lhe fala melódica e celestialmente do meio do lago: O mais romântico que poderia fazer na vida, caro inconsciente Pescador, era sair destas águas e andar. E tu? Sabes nadar?
A ouvir: Yiruma - River Flows in You
sábado, 1 de agosto de 2009
Um sonho...
Vale a percepção de que as qualidades e defeitos tornam uma pessoa única, rara e portanto valiosa.
Destapei-me mais uma vez…
de noite…
a sonhar com um jardim de um palácio…
desci a pesada porta presa nas muralhas deste edifício que afinal não é um simples retiro mas sim um luminoso castelo… e passei o dia que entretanto nasceu a sorrir.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Need for Peace
Tons baixos, honestos, interrompidos numa compreensão silenciosa de pensamentos...
Palavras não ditas, faladas em olhares prolongadamente pousados...
A sensação de que o nosso é o único espaço, respirá-lo deliciosamente...
como se o ar não fosse um bem raro, nunca escasso...
como se hoje fosse o último dia, como se hoje a terra acabasse...
Olhar para tudo o que nos rodeia e sentir que o amor vale... tudo
Que não há motivos para vivermos assim...
autómatos
dependentes
sem esplendor
sem arrebatamento
opacos
- E agora, sentes-te em paz?
- O importante é o momento...
- Agora é o momento que importa...
- Boa noite
- Bons sonhos
segunda-feira, 27 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Onde estás?
Enquanto ao fundo se ouvem vozes e pratos de quem prepara mais um almoço na copa, na tua cama enrolo-me por segundos em posição fetal com as lágrimas a encherem-me os olhos e numa luta para não deixar que alguma escorra perdida, que os olhos fiquem esverdeados de choro, para ninguém me apanhar...
Tudo porque ninguém pode ver que choro... por ti, por saudades do teu corpo, aqui.
Tenho saudades... tantas...
Tento lembrar-me de ti saudável, mas a melhor e mais terna memória ao contrário do que desejarias é a de ti velhinho. Velhinho, sim, mas muito doce e a sorrir. Lembro-me de cada nota da tua voz, como se nunca tivesses saído daqui e como em criança é a ti que me socorro e da mesma forma em silêncio, em reconhecimento por um unico olhar, sempre que algo me faz mal, me preocupa, me faz chorar.
Aconchegas-me a roupa à noite ao deitar?
E se a meio da noite gritar, levantas-te e vens-me aconchegar?
Diz-me no teu tom de voz sábio que tudo irá passar...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Long time no see
Não quero pensar demasiado fora da hora de trabalho. Não quero não ter vontade de me deitar. Não quero rebolar na cama com preocupações. Não quero sonhar acordada com resquícios do passado. Com ontem aprendo, com hoje vivo, amanhã é uma incógnita. Se hoje me dá para não pensar demasiado, para não sonhar com o inalcançável, é porque algo em mim me força a o fazer, nem que seja para me proteger. A teimosia é uma qualidade até à altura em que começa a roçar a burrice. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura… com que consequências? As gotas lutadoras escarrapacharam-se na pedra, os seus restos evaporaram-se… e a gota vencedora perde-se num escuro e fundo buraco!
Isto é o resultado de escrever sem vontade.
domingo, 5 de julho de 2009
Vazio
Fujo a mil pés dos sonhos que me embalavam ao adormecer
Leio sempre que posso, o máximo que posso
Dedico-me ao trabalho o máximo que me permito
Fujo de conversas deprimentes
Fujo das conversas em geral
Fujo, ausento-me de quem... por rotina fala mal
Fujo de tudo!
E se algo me impoem... fico danada!
Ando brutalmente sensível
A precisar do meu espaço
Por automatismo a minha já velha capa rigida
Ergue-se, tapando-me, protegendo-me dos bichos
que de noite teimam em preocupar-me, assustar-me
Quebrando os supostos sonhos que antes me embalavam
e que agora no meio de pesadelos não consigo lembrar-me
Vazio
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Decode

When you're clouding up my mind
Can't win your losing fight...
All the time…
The truth is hiding in your eyes
And its hanging on your tongue
Just boiling in my blood…
But you think that I can't see
What kind of man that you are
If you're a man at all…
Well, I will figure this one out...
on my own…
I use to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know…
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves ...
There IS something
that I SEE in YOU
It might kill me
I want it to be true
sábado, 27 de junho de 2009
MAD II
nunca nos intervalos anuais sem o teu contacto me senti assim...
preocupada...
porque me ligaste?
porquê assim?
porquê a mim?
porque depois desapareceste deixando-me sem nada saber?
como?
assim...
Prometeste-me que me davas notícias...
que me farias saber que estás bem...
Refraseei "Olha que o prometido é devido"...
disseste que não foste tu que o disseste...
mas riste-te...
reconhecendo algo nosso...
Espero que a frase te recorde o Nicolau da Viola
e te lembre que depois da chuva vem o sol
e no meio do tempo o arco-iris...
Adoro-te mano
quinta-feira, 25 de junho de 2009
carvão
sabe que
Nunca!
... o meu coração é dotado de um lápis continuo anotador
... Já o meu cérebro filtra após a dor
... e se disseres "já não me tens aí"
pois, sabe que
Nunca!
... o meu peito mesmo pequeno é dotado de elásticos de amor
... com o cérebro encolhe, mas incha com a ajuda do lápis anotador
... e se me disseres que desistes
pois, sabe que
... o lápis também pica, rompe e nem o cérebro filtra a sacanagem do pressuposto doce lápis continuo anotador
mudaria de lápis ou até deixaria de o afiar...
mas só ele escreve, moldado e criado com o meu amor
e afiado é quando escreve com todo o seu esplendor...
domingo, 21 de junho de 2009
Após "Amanhecer"
Vidrei-me em contos fantásticos cheios de amor
Voltei a sentir-me adolescente por encantamento
por entregas puras, sem perguntas, com luta e fulgor
… e soube-me bem…
Refugiei-me em algo não meu…
Não me pus em comparações…
Vivi e reencontrei o meu desejo
Sem nunca pretender retirar lições…
Agora não começo do zero…
Mas fechei-me tanto que quase não me sinto
Mas sei o que procuro…
Sei o que me faz correr…
Também sei o que me faz sofrer…
O meu Amor e o meu Ofício
Mas dos dois apenas um me faz sentir viva e sobrevive para além da vida...
AMOR
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Frio
Não sei se desisti de algo, porque tal como um burro acho que estou a por palas para apenas olhar em frente. Mas não caminho atrás de nenhuma cenoura... Apenas caminho com pressa para ver se me livro depressa do chão irregular cheio de pedrinhas irritantes.
Arg! Que humor/amor gélido...
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Adolescência
Se ultrapassar então existirá uma necessidade intrínseca de viver uma nova adolescência, fora do tempo, intemporal, mágica, corajosa e imortal.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Re-Canto(S)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Vês?
Ora uma
Ora outra
Ora em simultâneo
É bonito…
aquilo que quase vejo!
Abre uma, abre outra
Ao sabor do vento
Estou sentada no chão
Perninhas à chinês
E olho encantada
O pouco que vejo
De quando em vez
Parada, mole
Inclino a cabeça
para a direita
Para espreitar
mais uma vez
Para a esquerda
Encosto-me
Para a direita
Deleito-me
Embalada ao som de
Era uma vez…
É bonito o que vejo…
É puro o amor que sonho
É maior que o mundo
É terno e doce
É silêncio no horizonte
É calmo e pleno
É nuvens de múltipla cor
Sol azul, Lua laranja
Céu cor de esmeralda
Mar brilho de prata
É solo branco, puro
E dois seres transparentes
A criar arco-íris em cada gesto
A escrever Amor num celestial tecto
A compor musica em cada toque
Uma pauta por cada aproximação
Do mais profundo e terno beijo
domingo, 7 de junho de 2009
Nada
São esses momentos no nada, que me fazem sentir como se tivesse oito anos, mas desta vez sem medo, sem receio de nada. Na altura a sensação do vazio assustou-me, fez-me questionar a diversão que perderia, fez-me olhar para mim. Hoje, olhando para trás, vejo que me ouvi sem o saber, que em tudo, mesmo nos menos bons momentos, tenho vivido a valer. Nada tem ficado por dizer ou por fazer, tudo tem sido intenso.
Por isso nado no nada, sem medos, apenas um… o da profundidade do mar, o nada mais desconhecido de todos que pode ser tudo.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Parabéns Pai !
Mil e dois anjos vão cantar para ti
Cá de baixo tem a certeza que existem anjos que pensam em ti.
Parabéns Papi!
Feliz 89 anos de ti....
Adoro-te muito :)