sábado, 3 de outubro de 2009

Ai

Que loucura...
Nem sei bem em que pense...
Se fervo, se relevo, se desculpo ou se esqueço...
Desculpar nasceu comigo...
Relevar depende das situações...
Esquecer... nunca... anoto mesmo que seja num canto meio obscuro do coração...
Fervo...

Falas demais Lua...
Escreves ainda mais...
Expoes-te, desproteges-te...
Colocas-te Nua, Lua
e ainda assim, por muito que te desmintas,
Esqueces-te...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Uma Viagem especial....

Hoje assim do nada, na terapia diária de condução do meu simples carro em marcha moderada pela faixa da direita do IC19 com destino a casa, depois de um dia atribulado de trabalho que terminou com o fecho do escritório a rir de uma qualquer piada, dei por mim, assim, de um momento para o outro com os olhos inundados de água. Não caiam… apenas tornavam os meus olhos vidrados e me turvavam a visão através do pára-brisas sujo por falta de água no depósito do limpa-vidros. Irónico… Excesso de água de um lado, secura de outro. Levei com uma valente e súbita ‘porrada’ de saudades e num misto de tristeza e felicidade inundei-me.

Triste pela falta, feliz por recordar-TE como tu quererias. Pensei e lembrei-me de milhares de coisas ao mesmo tempo, recordei bons e menos bons momentos. E a mil no cérebro e cada vez mais lenta marcha, aproveitei a viagem para estar um pouco mais perto de ti.

A lua espreitava-me pelo canto superior direito do pára-brisas enquanto a minha mente voava e o meu coração te vivia. E se por algum momento ela se escondia em alguma esquina da porta do meu carro, eu esticava-me para a reencontrar, parando por momentos qualquer pensamento fluido, como se a verificar se ainda ali estava. E estava, linda, num anoitecer meio avermelhado.

Lembrei-me do teu sorriso, das tuas saídas perfeitas, da tua atitude altiva mas sempre simpática, das tuas tiradas sarcásticas, do teu olhar de “se pensas que me enganas estás complemente enganada”, da sintonia dos nossos olhados cruzados, do teu sorriso tímido e corado daquelas poucas vezes em que algo (nunca alguém) te deixava atrapalhado.

Lembrei-me da tua missa de corpo presente e sim, podes ficar contente, até pensei em pensar nos últimos dois dias, aqueles… sabes? Mas a velocidade do meu pensamento não me deixou prender a qualquer um desses tristes pensamentos.

Pensei que ainda não tinha entrado naquela que foi a tua casa durante a tua infância e adolescência, mas rapidamente pensei que vou a Trás-os-Montes e que teria de começar a programar uma ida a Moçambique. Senti-me a impor-me um novo desafio, algo que não posso morrer sem cumprir e fiquei nem triste, nem contente, mas com um sentimento de quem acaba de tomar uma decisão definitiva.

Lembrei-me de algumas sensações que tive aquando da ausência por motivos de férias dos meus namoradinhos da juventude. Lembrei-me de ter sentido que já não me lembrava bem das suas caras, que as fotografias que tinha não mostravam bem aquilo que eu queria lembrar, que já não me lembrava bem das suas vozes e lembrei-me do medo que senti… “E se eu me esquecer, e se eu não me conseguir recordar”. Pensei nisso e sorri. É isto o amor maior, é esta a maior prova de amor por ti… Lembrar-me de todos as tuas expressões, da tua voz, do teu abraço, do teu olhar, da tua forma de andar, de todas as respostas que sei que darias em qualquer situação, relembrar-te como querias que eu te recordasse, como se nunca, nunca, tivesses saído daqui, como se hoje fosses comprar comigo o jantar, como se estivesses apenas ali, sentado no mapple, de mãos postas em ‘v’ com as pontas dos dedos encostadas aos lábios a olhar para mim a conversar encantado. Como se tivesses a preparar para me começar a ensinar uma valsa… Como se tivesses hoje aqui, mesmo ao pé de mim, ali no lugar do pendura a acompanhar-me, como se tivesse acabo de tirar a carta. Estás… e hoje deixei-me conduzir-me pelo caminho mais longo, fiz mais um desvio, andei para a frente e para trás, dupliquei a quilometragem de uma viagem normal de carro, para me sentir assim, mesmo com os olhos inundados, mas ao pé de ti. Tão perto…

Enquanto te sentia ouvia a última música (brilhante) do mais recente álbum dos Muse. Agora, enquanto escrevo oiço Freedom (de Braveheart) – a música que ouvia quando estavas doente -.

Agora escrevo-te na tentativa vã de prolongar este meu sentimento, mas com a consciência que um dia este texto que hoje escrevo me vai relembrar aquilo que a vida me tentará com as suas tropelias fazer esquecer… Um único e inesquecível momento.

Love U

domingo, 27 de setembro de 2009

Pulga

E a Pulga casou-se…
Peguei-a ao colo pela primeira vez, recém chegada da maternidade, tinha eu seis anos.
E ontem casou-se.
E ontem, pela primeira vez num casamento, deixei que umas gotas de água e cloreto de sódio, aparecessem timidamente no canto dos meus olhos, numa luta entre a emoção e a futilidade de borrar os olhos excepcionalmente maquilhados para a ocasião.
O tempo passa a correr e sem querermos, preocupados com o sujeito, o tempo, esquecemo-nos de fazer aquilo que nos faz viver. Ser e lutar para sermos Felizes.
À miúda e pirralha mais eléctrica, mais bem disposta, mais simpática e contagiante um grande:
Continua Assim, Feliz

P.S.:
Não me custou deitar às seis da madrugada e levantar às dez, para ir para o aeroporto.
Não me custou o frenesim antes e após fabuloso casamento.
Mas agora estou v-e-r-d-a-d-e-i-r-a-m-e-n-t-e afónica e de rastos.
No próximo fim-de-semana descanso (digo isto em todos, mas enfim...)

sábado, 19 de setembro de 2009

Aviões e túneis de luz

Ausência...
Habituamo-nos, sobrevivemos, mas não esquecemos.
Até é um presente... Apercebemo-nos da importância do que nos é querido, com o vazio que subitamente nos provoca... Como se fosse mais um teste, como se tratasse de um mero lembrete do nosso interno outlook de sentimentos e não de eventos.
Longe da vista, longe do coração... é um dos ditados populares que aprendi a refutar nos últimos anos e que assumi como errado desde o ano de 2008.
Aos viajantes que nunca me abandonam e que teimosamente, saudavelmente e apaixonadamente o meu coração guarda a sete chaves, um beijo pleno de saudades, como se nunca tivessem saído daqui.

Afinal é só mais uma semana ou o final da minha vida terrena que nos afasta do nosso reencontro. Passa a correr :)

Um amanhecer = Renascer
Um dia = Uma vida
Um anoitecer = Morrer

Graças a Deus o anoitecer não me deixa esquecer :)

Até já

terça-feira, 15 de setembro de 2009

I've had the time of my life

Acordei ao som da notícia que Patrick Swayze morreu.
Recebi mensagens de amigas da adolescência tristes com a notícia.
Fiquei triste, enfim... mesmo já sabendo há quase um ano da sua doença...

Pensei que há pouco mais de uma semana disse para os meus botões que a paranoia que hoje tenho com um puto de nome Robert Pattinson era superior a qualquer fanatismo da minha vida (foram muito poucos e subtis, graças a Deus), até mesmo que o Patrick Swayze. E catapum... Morreu.

Cheguei ao escritório e comentei com uma colega de vinte e um anos a perda de mais uma pessoa marcante este ano. Resposta?
- Quem é o Patrick Swayze?
Estupefacta, respondi-lhe:
- Estás a ver o impacto que o Twillight tem para a tua geração? Estás a ver a doideira com o Robert Pattinson? O twillight desta geração está para o Dirty Dancing na minha.O Robert Pattinson desta geração está para o Patrick Swayze na minha...

Só que o Pattinson não dança como o Swayze, não tem o corpo do Swayze e o Swayze não era assim tão bonito. Mas ambos não deixavam as suas amadas a um canto (Nobody leaves baby on the Corner) e são encantadores, cada um à sua maneira, em cenários e épocas tão distintas. O Patrick Swayze marcou uma geração de adolescentes que viviam ainda na época das VHS que lamentavelmente começavam a ficar gastas de tanto visionamento. Foi ele que pelo seu trabalho no Dirty Dancing nos ensinou um pouco sobre a guerra nos EUA, com o seu protagonismo na série Norte e Sul.

Há tempos, em honra de doces memórias, comprei o DVD com extras e vi o filme pela enésima vez com supostos olhos de adulta, de mãe. Comecei por vê-lo com um sorriso trocista, comentando interiormente com a simplicidade, banalidade e qualidade do filme. Sim, não tem argumento que fique na história, é um enredo já tão batido... Mas poucos minutos de filme bastaram para que entrasse em toda a trama e me esquecesse das criticas destrutivas que fazem de nós os adultos chatos que somos e virei uma simples adolescente. E da mesma forma, ao terminar de ver o filme, repeti a última cena umas três vezes. Uma delicia...

Cantou "She's Like the Wind" mas teve sempre a sua namorada de sempre ao seu lado. Foi e é, a doce memória de tantas, mas tantas, hoje mulheres.

Espero que de onde está possa cantar "I've had the time of my life", porque a mim ajudou a preencher com ainda mais cores o arco-iris da minha adolescência.

Ao Patrick!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um tributo memorável

Gravei o VMA 2009 da MTV para ver a preview de New Moon.

Mas o momento alto, o momento que me arrebatou, me deixou pregada ao sofá foi o arranque do Video Music Awards sob um pano preto, com uma cada vez mais bonita Madonna vestida de negro a falar de Michael Jackson.

Seis minutos de ternura, que nos fazem pensar e aplaudir de pé, mesmo que sós numa sala, como se tivessemos lá, rodeados de toda gente, a aplaudir todos juntos uma mulher que se ultrapassa a si própria num tributo a quem também ele é, inultrapassável.

sábado, 12 de setembro de 2009

A resposta

O tempo, cinzento...
A vida, num corre corre
O tempo, curto...
A vontade, num canto...
O amor, algures...

Até este blogue está chato...

Quando me lembro tento descobrir o que se passou, quando aquela janela para um sonho me mostrou a minha filha com três anos e o meu pai ainda doente. Foi há dois anos e meio... e se me puser a ler dois anos e meio de posts para tentar encontrar alguma resposta, chego à mesma conclusão que chego agora. Ando a reviver ciclicamente momentos que se passaram há um, dois anos. Basta-me uma questão, para a qual interiormente sei a resposta e exteriormente me falta a coragem para a acção. O que ficou por fazer?

O que não fiz, abala tudo o que concretizei, questionando-me sobre tudo o que alcancei, baralhando-me na resposta para o "onde falhei".

A questão é que eu sei o quê, o onde...
A questão é que depende de mim...
A questão é que... tenho receio...
mesmo tendo a resposta Aqui

Sim

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Raio de Sol Luz Maior

Hoje, que supostamente existiriam duas luas no céu
Hoje, que estranhamente, ainda sei de cor
Hoje, algo estranho, inexplicável me acalmou
Me fez flutuar
Num minuto de paz

“De olhos bem abertos
percorro a paisagem
E guardo o que vejo
para sempre…
numa clara imagem

Um manto imenso de água
um pingo move o mundo
Corrente forte exacta
de um azul…
quase profundo

Um sopro de AR
faz girar
um mundo real

Raio de sol
luz maior
para partilhar

Um espelho nunca mente
fiel como ninguém
Faz da vida…
PAIXÃO
Energia
que toca sempre mais Alguém

Vai…
espelho de água
Trata e Guarda
o que é Nosso afinal…

Em NÓS…
vive a Arte
de ser PARTE
de um Mundo Melhor

Eu sei……
que os gestos BANAIS
parecem Pouco
mas talvez sejam fundamentais”




Letra e Música – Paulo Gonzo “Espelho de água”

terça-feira, 25 de agosto de 2009

ai...

QUE SAUDADES...

domingo, 23 de agosto de 2009

Repenso

Estou há muito tempo fora da minha zona de conforto
Deste sofá saltam molas que me ferem as costas
Os cantos ganham teias de aranha de aranhas que desconheço

Onde está a almofada companheira que me aconchega os sonhos?
Parece-me a mesma mas não me ajuda.

Sonho, quando durmo, que percorro casas que desconheço e sonho com janelas de coisas minhas de casas que reconheço mas estou sempre do lado de fora.

Repenso?
Tenho saudades do meu sorriso...

:S

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Afinal são Seis


Toldados os sentidos
Visão e audição
mesmo sem tacto, olfacto e paladar
resta sempre um
a memória


na recordação de um olhar
na lembrança de uma voz
a sensação de um toque
a inspiração de um cheiro
num beijo


Pic: skywalker

Uma janela num sonho

Uma janela para onde olhei
que me chamou a atenção de relance
Logo depois...
Uma, duas ou mais fotografias
onde miraculosamente apareces
por trás de nós
Uma de frente apanhado desprevenido
Uma de esguelha de sorriso malandro

Ah! Ah! Apanhei-te!!!
Numa das janelas dos meus sonhos...

No meu sonho corri a mostrar as fotos à mãe!
- Vês?!? Acredita...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

auch!

é triste quando a tristeza não desiste...
quando a confiança começa a falhar
quando o medo teima e pressiste
mesmo com um sorriso no olhar

today é isso que sinto
Hoje defendo-me de lutar dolorosas guerras
today guerreio para conquistar um espaço para construir ameias

Hoje, ontem e amanhã,
Sempre... Balança...
Sempre... Lua...
Sempre...

Forbidden to remember, terrified to forget

Onde estás?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pescador sem linha

Jogo de palavras que se esquece, troca de pensamentos que flui, como um pensómetro que recolhe todos os sentimentos e pensamentos verbalizados, catapultados para um espaço, para o ar, dentro de um cubículo enclausurado. Como uma varinha que suga ao de leve, suga continuamente como se pescasse uma sereia sem a querer magoar, libertando novelos de linhas de raciocínio a pesar. Há medida que as palavras saiem, sem nelas pensar, sem pescador com isco, sem um pingo de malícia, a cabeça menos cheia começa a flutuar e o coração persistente, graciosamente teimoso, bate aceleradamente bombando todas as veias, reanimando todos os órgãos, enchendo o cérebro de ar.

Sim, porque esse pescador não pesca, não sabe o que é pescar, nem mesmo sabe que pesca, nem como se faz para pescar. Sente que uma sereia lhe canta, lhe enche o mundo de palavras, de pensamentos altos meio tolos, de palavras impensadas, de películas fantásticas nunca imaginadas e lhe fala melódica e celestialmente do meio do lago: O mais romântico que poderia fazer na vida, caro inconsciente Pescador, era sair destas águas e andar. E tu? Sabes nadar?


A ouvir: Yiruma - River Flows in You

sábado, 1 de agosto de 2009

Um sonho...

Sou a maior arquitecta e ao mesmo tempo a maior demolidora da pequena grande muralha que me envolve. Não sou perfeita… Não hei-de ganhar qualquer prémio Valmor na cobertura deste grande edifício. Terei possibilidades de ganhar se o mostrar completo sem muros, nem panos. Mas mesmo assim serei sempre imperfeita…

Vale a percepção de que as qualidades e defeitos tornam uma pessoa única, rara e portanto valiosa.


Destapei-me mais uma vez…
de noite…
a sonhar com um jardim de um palácio…
desci a pesada porta presa nas muralhas deste edifício que afinal não é um simples retiro mas sim um luminoso castelo… e passei o dia que entretanto nasceu a sorrir.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Need for Peace

São palavras ditas docemente, arrastadas ao ritmo do movimento de olhares...
Tons baixos, honestos, interrompidos numa compreensão silenciosa de pensamentos...
Palavras não ditas, faladas em olhares prolongadamente pousados...
A sensação de que o nosso é o único espaço, respirá-lo deliciosamente...
como se o ar não fosse um bem raro, nunca escasso...
como se hoje fosse o último dia, como se hoje a terra acabasse...

Olhar para tudo o que nos rodeia e sentir que o amor vale... tudo
Que não há motivos para vivermos assim...
autómatos
dependentes
sem esplendor
sem arrebatamento
opacos

- E agora, sentes-te em paz?
- O importante é o momento...
- Agora é o momento que importa...

- Boa noite
- Bons sonhos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

TEAM EDWARD !

Que se lixe!
Sim!
Admito!
ESTOU ADDICTED!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Onde estás?

Aninho-me à socapa na tua cama sem ninguém ver...
Enquanto ao fundo se ouvem vozes e pratos de quem prepara mais um almoço na copa, na tua cama enrolo-me por segundos em posição fetal com as lágrimas a encherem-me os olhos e numa luta para não deixar que alguma escorra perdida, que os olhos fiquem esverdeados de choro, para ninguém me apanhar...
Tudo porque ninguém pode ver que choro... por ti, por saudades do teu corpo, aqui.
Tenho saudades... tantas...
Tento lembrar-me de ti saudável, mas a melhor e mais terna memória ao contrário do que desejarias é a de ti velhinho. Velhinho, sim, mas muito doce e a sorrir. Lembro-me de cada nota da tua voz, como se nunca tivesses saído daqui e como em criança é a ti que me socorro e da mesma forma em silêncio, em reconhecimento por um unico olhar, sempre que algo me faz mal, me preocupa, me faz chorar.
Aconchegas-me a roupa à noite ao deitar?
E se a meio da noite gritar, levantas-te e vens-me aconchegar?
Diz-me no teu tom de voz sábio que tudo irá passar...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Long time no see

Se me desse agora para escrever, oh! Estou a escrever agora… Perguntar-me-ia “que baboseira escreverei agora”. Estou impregnada de vícios sem querer… Pequenos prazeres que me fazem apagar por momentos aquilo que quero esquecer. Afasto-me deste blogue sem vontade de escrever, por necessidade de fechar os olhos ao que não está perfeito, mudar um pouco da rotina, para olhar de fora com olhos de ver. Não tenho vontade, necessidade, prazer de escrever e muito menos inspiração. Sinto-me oca de sentimentos puros, transparentes e românticos. Vazia de profundidades que tanto ocupam o meu ser. A vantagem ou as vantagens… apenas penso no necessário, apenas penso no momento. Os sonhos que se haviam apagado das minhas noites voltaram mais confusos que nunca, com personagens reais há muito desligados, com cenários dantescos ou de sonho. Embrenho-me nos vícios, novos vícios, que descubro agora enquanto escrevo, que preenchem o que na realidade vou perdendo… Romantismo, amor puro, apaixonante, coração galopante e menos importante, mas mesmo assim necessário, conquistas e dinheiro (ficticio, uma ilusão). Tornei-me numa fã tipicamente adolescente na leitura da saga “Luz e Escuridão”, encantada com um jovenzito de 26 anos com sotaque muito British e ainda por cima vampiro! Ainda há amor assim? Bom, a OST passa sem parar no leitor do carro com Muse a abrir, o DVD é o especial e os quatro livros, mesmo a arrebentar de trabalho, foram lidos no espaço de duas semanas e meia. O escape e livros de ajuda a adormecer por força do cansaço. O outro vício, Mafia Wars, que em nada teria a ver comigo até o primo Ju, de coração puro, me transmitir a vontade de envolver nestas andanças. Novo escape... E assim balanço… Uns dias a Saga, outros dias a Máfia… conforme as necessidades.
Não quero pensar demasiado fora da hora de trabalho. Não quero não ter vontade de me deitar. Não quero rebolar na cama com preocupações. Não quero sonhar acordada com resquícios do passado. Com ontem aprendo, com hoje vivo, amanhã é uma incógnita. Se hoje me dá para não pensar demasiado, para não sonhar com o inalcançável, é porque algo em mim me força a o fazer, nem que seja para me proteger. A teimosia é uma qualidade até à altura em que começa a roçar a burrice. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura… com que consequências? As gotas lutadoras escarrapacharam-se na pedra, os seus restos evaporaram-se… e a gota vencedora perde-se num escuro e fundo buraco!

Isto é o resultado de escrever sem vontade.

domingo, 5 de julho de 2009

Vazio

Não ando com vontade de escrever
Fujo a mil pés dos sonhos que me embalavam ao adormecer
Leio sempre que posso, o máximo que posso
Dedico-me ao trabalho o máximo que me permito
Fujo de conversas deprimentes
Fujo das conversas em geral
Fujo, ausento-me de quem... por rotina fala mal
Fujo de tudo!
E se algo me impoem... fico danada!

Ando brutalmente sensível
A precisar do meu espaço
Por automatismo a minha já velha capa rigida
Ergue-se, tapando-me, protegendo-me dos bichos
que de noite teimam em preocupar-me, assustar-me
Quebrando os supostos sonhos que antes me embalavam
e que agora no meio de pesadelos não consigo lembrar-me

Vazio

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Decode











How can I decide what's right?
When you're clouding up my mind
Can't win your losing fight...
All the time…


The truth is hiding in your eyes
And its hanging on your tongue
Just boiling in my blood
But you think that I can't see
What kind of man that you are
If you're a man at all…
Well, I will figure this one out...
on my own

(I'm screaming "I Love You So...”)

(But my thoughts you can't decode)


How did we get here?
I use to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know…

Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves ...

There IS something
that I SEE in YOU
It might kill me
I want it to be true



Music by: "Decode" - Paramore


Pic: Twillight

sábado, 27 de junho de 2009

MAD II

onde estás, como estás e o que se passa contigo?
nunca nos intervalos anuais sem o teu contacto me senti assim...
preocupada...

porque me ligaste?
porquê assim?
porquê a mim?
porque depois desapareceste deixando-me sem nada saber?
como?
assim...

Prometeste-me que me davas notícias...
que me farias saber que estás bem...
Refraseei "Olha que o prometido é devido"...
disseste que não foste tu que o disseste...
mas riste-te...
reconhecendo algo nosso...

Espero que a frase te recorde o Nicolau da Viola
e te lembre que depois da chuva vem o sol
e no meio do tempo o arco-iris...

Adoro-te mano

quinta-feira, 25 de junho de 2009

carvão

... e se disseres que me esqueço
sabe que
Nunca!
... o meu coração é dotado de um lápis continuo anotador
... Já o meu cérebro filtra após a dor

... e se disseres "já não me tens aí"
pois, sabe que
Nunca!
... o meu peito mesmo pequeno é dotado de elásticos de amor
... com o cérebro encolhe, mas incha com a ajuda do lápis anotador

... e se me disseres que desistes
pois, sabe que
... o lápis também pica, rompe e nem o cérebro filtra a sacanagem do pressuposto doce lápis continuo anotador


mudaria de lápis ou até deixaria de o afiar...
mas só ele escreve, moldado e criado com o meu amor
e afiado é quando escreve com todo o seu esplendor...

domingo, 21 de junho de 2009

Após "Amanhecer"

Estou aqui mas nem tanto
Vidrei-me em contos fantásticos cheios de amor
Voltei a sentir-me adolescente por encantamento
por entregas puras, sem perguntas, com luta e fulgor
… e soube-me bem…
Refugiei-me em algo não meu…
Não me pus em comparações…
Vivi e reencontrei o meu desejo
Sem nunca pretender retirar lições…
Agora não começo do zero…
Mas fechei-me tanto que quase não me sinto

Mas sei o que procuro…
Sei o que me faz correr…
Também sei o que me faz sofrer…

O meu Amor e o meu Ofício

Mas dos dois apenas um me faz sentir viva e sobrevive para além da vida...

AMOR

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Frio

Inexplicavelmente estou excessivamente calma tendo em conta o caos em que me encontro.
Não sei se desisti de algo, porque tal como um burro acho que estou a por palas para apenas olhar em frente. Mas não caminho atrás de nenhuma cenoura... Apenas caminho com pressa para ver se me livro depressa do chão irregular cheio de pedrinhas irritantes.
Arg! Que humor/amor gélido...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Adolescência

Tirando a idade do armário, as birras onde achamos que os adultos (achamo-los velhos então) não nos compreendem, não têm razão. Tirando essa característica que nos faz sentir vitoriosos, corajosos, inconsequentes e com uma enorme falta de raciocínio lógico, como se fossemos imortais e tudo fosse relativo, a nossa capacidade de ver o brilho no mais puro, de nos apaixonarmos como por magia, torna esta fase na segunda mais bonita da nossa vida. É o primeiro beijo que define o intervalo de beleza onde os próximos se irão encaixar e muito dificilmente existirá um outro que o possa ultrapassar.

Se ultrapassar então existirá uma necessidade intrínseca de viver uma nova adolescência, fora do tempo, intemporal, mágica, corajosa e imortal.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Re-Canto(S)


Serpenteando pela estrada ao som de Rob Pattinson, fundindo sons, cores e cheiros, esqueço-me de horários de antibióticos, anti-inflamatórios, moinhas e preocupações. Se a minha cabeça se ocupou de algo foi por osmose com o ambiente romântico que me rodeava. Palácio de conto de fadas, jardins que puxam ao mais puro romantismo, cada canto e recanto um possível e imaginário inesquecível beijo… Quantos já se beijaram ali? Será que ainda existe um canto que se sinta sozinho, virgem, nesta serra que expira amor por todos os seus poros? Um canto que pense “Qual casal enamorado beijará aqui?”. Deverá ser precioso pela sua pureza, pela sua longínqua e desde sempre indiferença. Deverá aparentar ser simples, pobre e tornar-se-á belo, rico, brilhante pelo mais puro amor que nele se encostar. Acredito que esse canto existe… Pergunto-me se algum assim ainda espera por mim, eu que já me encostei em mais do que um canto nesta serra enigmática e que hoje pouco os valorizo, não me lembrando sequer do seu local, apenas de quem me beijou, não como, em que época e nunca do sitio. Irremediavelmente romântica, por muito que o tente esconder, sonho com o mais puro, o mais simples… E deixando-me de sonhos, racionalmente vejo que só complico e é tudo de facto tão linear, tão simples… basta deixar-me sentir e seguir-me… Tola! Tola apaixonada pela paixão e amor na vida!!!
Pic: Skywalker

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vês?

As portadas daquela janela abanam
Ora uma
Ora outra
Ora em simultâneo
É bonito…
aquilo que quase vejo!
Abre uma, abre outra
Ao sabor do vento

Estou sentada no chão
Perninhas à chinês
E olho encantada
O pouco que vejo
De quando em vez

Parada, mole
Inclino a cabeça
para a direita
Para espreitar
mais uma vez

Para a esquerda
Encosto-me
Para a direita
Deleito-me
Embalada ao som de
Era uma vez…

É bonito o que vejo…
É puro o amor que sonho
É maior que o mundo
É terno e doce
É silêncio no horizonte
É calmo e pleno
É nuvens de múltipla cor
Sol azul, Lua laranja
Céu cor de esmeralda
Mar brilho de prata
É solo branco, puro
E dois seres transparentes
A criar arco-íris em cada gesto
A escrever Amor num celestial tecto
A compor musica em cada toque
Uma pauta por cada aproximação
Do mais profundo e terno beijo

domingo, 7 de junho de 2009

Nada

São aqueles momentos em que o mundo parece que pára, que a luz do outro lado da rua me prende, me foca no nada. São esses os momentos em que não penso, não me preocupo, não sonho, não passa nada. São esses onde até as preocupações do mundo, hoje, não me ocupam, não interferem, não me incomodam, não me moem nada.

São esses momentos no nada, que me fazem sentir como se tivesse oito anos, mas desta vez sem medo, sem receio de nada. Na altura a sensação do vazio assustou-me, fez-me questionar a diversão que perderia, fez-me olhar para mim. Hoje, olhando para trás, vejo que me ouvi sem o saber, que em tudo, mesmo nos menos bons momentos, tenho vivido a valer. Nada tem ficado por dizer ou por fazer, tudo tem sido intenso.

Por isso nado no nada, sem medos, apenas um… o da profundidade do mar, o nada mais desconhecido de todos que pode ser tudo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Parabéns Pai !

Sei que hoje no céu mil e uma estrelas vão-te mimar
Mil e dois anjos vão cantar para ti
Cá de baixo tem a certeza que existem anjos que pensam em ti.

Parabéns Papi!
Feliz 89 anos de ti....

Adoro-te muito :)