Forswear its sight...
For I never saw true beauty 'til this night.
Romeo + Juliet (1996)
Já pensei em ter vários blogues, todos eles com vários temas, mas cheguei a uma simples conclusão... Estariam sempre desactualizados e teria sempre dúvidas sobre em qual escrever, o que provocaria uma cada vez maior ausência deste espaço. Assim sendo, Procellarum ou Face Oculta, é tudo o mesmo... Sempre a mesma luz, sempre a mesma escuridão, sempre a mesma clarividência, sempre a mesma confusão. EU
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Did my heart love 'til now?
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Vem...

Flashes
Felizmente a rapidez das sensações, pensamentos e assimilações ultrapassa em alta velocidade a minha capacidade de número de palavras escritas por minuto...
Não quero ter a facilidade de me relembrar um dia, ao detalhe, do volume e intensidade de sensações e pensamentos contraditórios por hora, tal e qual me sinto agora.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Mil vezes
Queria falar contigo, mas hoje o tempo não me deixa, o coração por protecção fecha-se, e eu nada sinto...
Mil vezes estar triste...
domingo, 15 de junho de 2008
Estrelinha

Abraça-me
aconchega-me
nos teus braços
protege-me
acaricia-me
toma-me em ti
Querida estrela
como estás?
Brilha, brilha
pequena
grande estrela
perto
longe
mas sempre
dentro de mim
Querida estrela
enche-me de luz
faz-me brilhar
faz-me ver
deixa-me tocar-te
mais uma vez
Querida estrela
porque sorris?
[sorrio]
Porque sorrio?!
Porque vejo o teu sorriso
Pisco-te o olho...
Não vês?
Um beijo de boa noite daqui
Pic: meganekodomo
sábado, 14 de junho de 2008
Regret?
Mar alto

quarta-feira, 11 de junho de 2008
Tou

Tou baralhada
Tou desprendida
Tou preocupada
Tou cansada
Tou desnorteada
Tou fascinada
Tou embasbacada
Tou abandonada
Mas há Tou's que prevalecem e aumentam à medida que os anos passam:
Tou apaixonada
Tou autêntica
E outros que aparecem, assim do nada:
Tou com saudades
Tou a Sentir-te (deixei de ver-te)
Obrigada a tudo e todos os que me fazer "Tar".
Pic: Anónima
domingo, 8 de junho de 2008
Frases que ficam X - e Xtra
Mãe - Eu não o sinto como tu...
Pequena lua - Estás linda...
Martim - Posso-te ligar?
Anjo Azul - Ontem deste-me força...
Pluma - Não me tens comentado...
Inez - Estou disponível para tudo o que quiseres...
Psique - O teu silêncio não me preocupa
Russo - Como estás?
Mãe - obrigada fiilha... és tão forte
Pluma - Adoro o teu sorriso
Pequena Lua - Mãe, quero ir dar um beijo ao céu...
Maria - Agora não tenho tempo...
Carl - Força!
ThankfulIB - Não tens de ficar triste porque tem de ser
Maggy - Mas eu vou!
Marisol - O seu pai era uma maravilha. Lembro-me dele a sair da faculdade todo arranjado e elegante...
Diogo R. - O tio Manuel um dia em conversa sobre a probabilidade de voltar a Lourenço Marques, respondeu que nunca mais lá voltava. Lourenço Marques para ele foi bom por um variado conjunto de factores, lugar, pessoas e momentos, que nunca mais se iriam reunir. Não queria estragar as suas memórias.
Miguel - Não estás a ver quem eu sou, mas eu estou a ver quem tu és...
Paulo - Ficámos encabeçados de reunir a família...
Tio Rui - A tua filha? Quero conhecer a minha sobrinha...
Vários Alguéns - Não podes por o fio no caixão, vai a cremar. Não podes por. Mas não podes.
Jorge - Já passei por isto... Digo-te... primeiro vem a tristeza, depois a saudade...
Maiores que as frases, ficaram gravadas atitudes, gestos, expressões e toques, que soubesse eu descrevê-las com a precisão do que me fizeram sentir, as transcreveria... e que doces palavras me sairiam...
Mas há frases que deixo para último, mas que ficarão para sempre impregnadas em mim, como sendo parte de mim, e para as quais pela primeira vez deixo resposta:
Pai - Ninguém merece as tuas lágrimas, nem mesmo eu.
Merecem sim e tu és um dos poucos.
Pai - És bonita...
Porque tu me o fazes sentir...
Pai - Vai, leva a tua mãe, precisa de descansar...
Vou tratar dela como se fosse minha filha
Pai - Perdoa, mas anota...
Já estou cansada de anotar... mas vou continuar...
Pai - (no meio das minhas palhaçadas e com um sorriso) Pareces-te com a gente da minha época
Também o sinto...
Pai - Pelos cabelos e sapatos tiro logo a fotografia de uma pessoa
Ainda bem que sou tua filha, assim o meu brilho ofusca o meu cabelo num reboliço e os sapatos sempre a descambar...
Pai - (em relação às mulheres super bonitas e vistosas) Existem as mulheres de uma vida e as mulheres para mostrar aos amigos
Uhm.... então não quero ser nem vistosa, nem bonita... Mas quero ser sempre o bonita que te enche os olhos, e que com os teus olhos a reluzir me façam sentir bonita.
Pai - Estás sempre a puxar a carroça. Quando é que arranjas alguém que puxe a carroça contigo?
uhhh... esta não sei responder... dependerá apenas de mim?
Pai - Não sei porquê, mas gosto desta miúda (em relação à Kylie Minogue numa entrevista em Portugal há já vários anos)
Eu também, mas nem tanto pela música dela, mas pela pequenina low profile, cheia de estilo e garra.
Pai - Já não posso ouvir essa rádio! Ainda bem que vai acabar...
Tivesse eu na altura te dado ouvidos...
Pai - Devias ir para as artes. (Anos mais tarde) Devias ter ido para as artes...
Será que ainda vou a tempo? É que até acho que levo jeito...
Pai - Está tudo tão diferente...
Pois está... Mas tens uma neta linda...
Pai - O pum é a alegria da família!
Com esta só me apetece rir... o mundo está a precisar de comer mais feijoada, precisa de uma grande e valente gargalhada...
sábado, 7 de junho de 2008
Acho que sim...

quarta-feira, 4 de junho de 2008
Parabéns
Saí da igreja meio despida. Entrei no carro com menos roupa ainda. Cheguei a casa dos meus pais e despi-me por completo. Nenhuma roupa me protegia, nenhuma roupa poderia aconchegar-me tão bem como aquela que vestia. Nada. Eu apenas. E deixei-me levar. Era isto que pretendia... Conseguir de alguma forma me ausentar de tudo o que me fustiga.
Chegou o final do jantar. A mãe foi buscar o teu bolo de anos e a pequena lua disse que queria ir cantar-te os Parabéns ao céu. Cantámos uma vez, quase comecei a chorar, mas a pequena lua com os olhos mais do que nunca a brilhar, fez-me sorrir e festejar. De seguida, cantou sózinha, de uma forma tão doce, no meio de um silêncio de encantar. Não me senti nua, com frio, não pensei em preocupações nem desalentos, senti-me rendida, quente, cheia de amor e com o corpo a brilhar. Porque... o que quero fazer da minha vida, é uma homenagem a ti, à mãe, à minha filha, sempre, contínua.
Parabéns Papi
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Luto

Entretanto... os Jacarandás enchem a cidade de sorrisos, como não poderia deixar de ser. Foste tu, ou fui eu que em sonhos pintei a cidade assim, em homenagem a ti?
sábado, 31 de maio de 2008
Pequeno anjo caído do céu

sexta-feira, 30 de maio de 2008
Miminhos
e como uma criança faço questões
não entendo, não me entendem
não quero, mas quero explicações
Já aprendi a custo a gatinhar
Caí... e caio ainda muitas vezes, mas
o rabo fofo encoraja-me a levantar
A única diferença é o sorriso que pretendo alcançar
é as palminhas e miminhos que anseio conquistar
Nesta nova fase... deixei definitivamente de os ganhar...
Não os consigo ver, ouvir, sentir e compreender
Nesta nova fase... sou eu apenas que os tenho de dar...
Sem esperar nada em retorno, apenas esperança e acreditar
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Inevitável...
Os sonhos viraram-se do avesso...
Bons ou maus, já não interessa, há sempre um actor principal outras vezes secundário, que faz sempre entradas fantásticas...
Inevitável passear pela rua sem recordar frases ou passagens
Impensável decidir sem me ouvir por dentro e ao lado
Inconcebível um mundo sem brilho, sem um grande amor
Improvável o toque saudoso que afaga, que se sente
Impossível escrever uma qualquer palavra sem destinatário
Imaginável tudo o que preenche de forma inexplicável
que vira, gira ao contrário tudo o que parece inconcebível,
impossível, improvável...
É inevitável...
sábado, 24 de maio de 2008
Para contar, reviver e eternizar
Em ambos os lados pairo
Não sei em que lado estou
Não sei o que vejo
Nem para onde vou
Sinto-me demasiado vazia
Mas tudo em pleno me enche
Sei o que me esvazia
Não compreendo o que me enche
Não sei o que sinto
Não compreendo como me preenche
Aceito o que não compreendo
porque preciso de acreditar
mais sempre mais
sem vontade de acabar
em sonhos, em cheiros
em memórias doces
de sol e de ar
Aceito o que me esvazia
por não conseguir controlar
mais sempre mais
sem vontade de acabar
em saudades de momentos
memórias doces
e histórias reais de encantar
Para contar, reviver e eternizar...
Dançamos
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Não há...

Não há ninguém igual a ti
Que olhe por mim como tu
Que me afague distante a face
Que ande elegante pela rua
Provocando ciumes ao Sol
Não há ninguém como tu
Que me puxa sem mostrar
Que me diz sempre sem falar
Que me mostra vários caminhos
Ajudando-me a caminhar
Não há ninguém assim
Que me faz querer ser mais
Que me faz sentir e acreditar
Que posso fazer a diferença
Mais, muito mais que os demais
Vou então deixando-me ficar
A aguardar-te nos meus sonhos
Para a tua cara, o teu cheiro recordar
Sentindo-te perto, tão perto de mim
Desejanto não mais deixar de sonhar
Não há ninguém assim
Não há ninguém igual a ti
Não há ninguém como tu
Pic: homigl14
domingo, 18 de maio de 2008
Principe Perfeito
"Os anjos estão contentes, surgiu ao lado da lua uma estrela tão brilhante que eles não param de a abraçar"
Rita
Encho-me do inexplicável... mas o meu peito parece querer rebentar... não quero sequer imaginar que não há mais nada, mas eu sinto-me no vazio, como se tivessem arrancado parte de mim.
"Enquanto durar, perdurará uma recordação... bôa!"
Dedicatória do pai à mãe no cruzeiro em que se conheceram "Principe Perfeito"em 1973.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Papi
Onde está a mão fria, mas sempre quente, que me acariciava a face em gestos ternurentos e de admiração, com olhos azuis brilhantes, cheios, e palavras doces de "És bonita"?
Sentada ali, à frente de um corpo que não reconheço já como teu, a minha cabeça encheu-se de dúvidas, como em criança, quando voltávamos de festas em casas de amigos e te perguntava a ti e à mãe se me tinha portado bem. Portei? É que sabes... houve momentos ontem onde me senti feliz... E se calhar não devia... Não estava feliz por teres partido, mas feliz por tantos se reunirem em homenagem a ti, reencontrando-se ao fim de trinta e muitos anos ou conhecendo-se pela primeira vez. E que bom é ouvir que tu és uma pessoa excepcional... É que é isso que sinto... Bonito. E foi isso que te disse meu principe, na última vez que soube que me ouviste. Nenhuma palavra ou conjugação de palavras é suficiente para descrever aquilo que és. Sei que sabes que tens imperfeições que para mim sempre foram nulas, inócuas, sem valor... para mim sempre foste o culminar do perfeito... e a única palavra que poderia alguma vez te definir seria AMOR. Sinto-me cheia, preenchida com tudo o que me deste, sinto-me forte mas cada vez mais com mais questões... E hoje mais uma vez perguntei-te se me ouviste, se sentes o que sinto, se estás orgulhoso de mim... É que estou tão baralhada, vazia, feliz, triste e com o "E agora?" a martelar-me o coração de confusão ... sempre me enchi de certezas de amor infinito, sei que o teu amor se prolonga com o meu, mas questões maiores elevam-se e não estás aqui para me responder... e eu sinto-me tão vazia... e esforço-me em pensar que de algum lado me velas, mas não sinto o teu abraço, já não posso ir a correr para ti e encostar a cabeça no teu leito para receber festinhas... sinto-me forte mas tão triste... sinto saudades do teu cheiro, da tua voz, do teu sorriso encantador, dos teus olhos brilhantes cheios de vida...
sinto-te em mim mas tão longe daqui...
sinto tanto a tua falta...
Amo-te Pai
sábado, 10 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Visita-me

Visita-me nesta minha casa inacabada e sempre em ebulição
Onde por vezes as janelas parecem fechadas mas por dentro não
Onde quando escancaradas inundam de luz esta única divisão
Aqui a consciência e a idade da inocência convivem a sós
E sabes? Dão-se...
A consciência organiza o espaço, a inocência dá-lhe calor
A consciência arruma o alvoroço do calor da inocência
O calor da inocência desorganiza o espaço e questiona a consciência do seu valor
Mas a inocência protege-se no espaço e a consciência aconchega-se no seu calor
Visita-me nesta minha casa inacabada e sempre em ebulição
Onde a única porta que nunca se fecha é a do meu coração
Pic: joneartista
sábado, 3 de maio de 2008
Ponto de interrogação
Mais um ponto de interrogação.
Se tenho dúvidas? Todas...
É sempre mais uma questão...
Sem esperar qualquer grande resposta
Sem querer descobrir o grande mistério
Sem pretender ter sequer uma desilusão
Nem mesmo sequer viver numa ilusão
respiro fundo com atenção
quero saber ou não?
admiro toda a interrogação...
seguida de conclusões certas
sempre sem senãos
para chegar sempre a uma nova questão
No dia em que achar que nada mais me surpreende
No dia que sentir que já não há qualquer questão
Nesse dia... morrerei de solidão
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Eles não sabem que o sonho...

é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança"
sábado, 19 de abril de 2008
Vácuo

domingo, 13 de abril de 2008
Maravilhosa....
Meravigliosa creatura, sei sola al mondo
Meravigliosa creatura, sei sola al mondo
Composição: Gianna Nannini
Igual
Não é por nada em particular / mas por tudo o que me envolve
É o reduzir-me ao óbvio
sem mais alguma idiota ilusão
É mais o porquê...
porque me acharia eu
simples e banal sobrevivente
sem dificuldades por demais
igual aos demais, às gentes
merecedora de muito mais?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Sobe, sobe...
Sobes, sobes tão alto
Pareces abraçar o sol
mais longe, mais pequeno
contra o sol, ficas enorme
Sobes, sobes sorrindo
mas a meio páras...
Assustaste-te?
O sol encandeia-te?
Voltas para trás desnorteado...
Desces o monte agora agreste
Tropeças numa flor
transformada em pedra
e cais...
Mas não desistes...
Recordas-te do monte florido
fechas os olhos agora tristes
recordas o caminho que percorreste
e sobes, sempre num sentido
e sobes, sobes tão alto
abres os olhos sorrindo
assim que o sabor do vento
começa a parecer adocicado
assim que a proximidade do sol
começa a aconchegar-te
Sobe, sobe sorrindo
nunca pares...
não te assustes...
abraça o Sol
visto daqui
serás sempre enorme
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Sem saber como, nem porquê
Não sei sequer quem são...
Nem sequer consigo imaginar...
Mas se o cuidam, protegem
se o querem mimar
não tenho outra vontade
que não seja a de vos sorrir
agradecer e abraçar...
No meio desta tristeza que me invade
que teima em tomar conta de mim
Há algo que me aconchega e me enche
com doces e frescas golfadas de ar
cheias de poros de encantamento
Hoje...
Sem saber como, nem porquê
Sem saber quem ou o quê
Sem saber sequer se é possível
de se gostar do que não se vê
sentir o que não se entende
gostar de não perguntar - porquê?
Hoje...
apetece-me dizer sem o entender
- Gosto tanto de vocês....
Obrigada meu anjo

